terça-feira, 21 de junho de 2016

domingo, 22 de maio de 2016

Competências e 54 anos; escrever e conservá-las


epistámenos. Assim se chama o homem enquanto competente e hábil (competência no sentido de appartenance). A filosofia é epistémetis de uma espécie de competência, theoretiké, que é capaz de theorein, quer dizer, olhar para algo e envolver e fixar com o olhar aquilo que perscruta.  (Heidegger O que é isto Filosofia?  pg. 24, 2006)

De que competências se está a falar quando se define o campo de estudo e atuação do terapeuta ocupacional? Para que tais competências?

Em resposta à primeira pergunta, endereço as seguintes assertivas: as competências do terapeuta ocupacional emergem, originariamente, das competências desnaturadas do cliente, ou melhor, da opacidade própria do sofrimento ocupacional. Essa opacidade, em outras palavras, é a nebulosidade das competências do cliente para desempenhar os seus compromissos ocupacionais; dificuldade que estabelece dúvida. De outro modo, a aparição do ser é cercada de dúvida com relação à sua competência ocupacional na lida com o mundo das coisas e aqui não se está a falar tão somente do entorno, senão do mundo das coisas nele (realidade). O sofrimento tem aparição porque as competências necessárias não se desvelam, não se fazem comportamento diante das solicitudes e das preocupações que as convocam a desempenhar o empenhado; a impossibilidade com o compromisso ocupacional. A dúvida que se instala é: há competências para colocar em curso o compromisso assumido? A ausência de resposta, o silêncio duradouro em face do questionamento é a origem do sofrimento ocupacional.

O autodesenvolvimento próprio do processo de autocuidado, transformação do entorno e do mundo em si (realidade), solicita, para sua ocorrência, deixar de estar envolto (envolvido) nos modos já conhecidos para, então, se envolver em um modo modificado de ser. Ocorre que para que haja desenvolvimento, o pressuposto é um prévio envolvimento com o que já lhe é próprio. No caso do sofrimento ocupacional, a dúvida se assenta, exatamente, na “perda” dessa propriedade, uma vez que essa propriedade foi desnaturada; deixou de ser parte da natureza ocupacional do corpo ou, em outras palavras, ele foi desapropriado dos esquemas corporais: cognitivos, psicomotores, psicoafetivos, psicossociais etc. Este fenômeno decorre de fatores inerentes ao corpo, pela desindexação de fatores ambientais que facilitam tais esquemas, pela indexação de fatores ambientais que impedem o funcionamento pleno de tais esquemas ou  pela conjuntura dessas circunstâncias.

Em síntese, a competência do terapeuta ocupacional é uma projeção da competência desnaturada daquele que lhe endereça o sofrimento ocupacional.

À pergunta, o que perscruta o terapeuta ocupacional? O que ele sonda? Proponho as seguintes assertivas: ele analisa os aspectos que compõem ou compunham o desempenho ótimo da pessoa para o cumprimento de seus compromissos ocupacionais, de suas atividades propositais na situação real de vida. A referida sondagem, em parte, é realizada em ambiente simulado, ambiente clínico, afastado, como não poderia ser diferente, da situação real de vida. Contudo, parte da sondagem se dá pela declaração daquele que está sob seu cuidado. De outro modo, ela é o resultado da narrativa do cliente, o qual desvela o real desempenho que ele obtinha e obtém no curso do cumprimento de seus compromissos ocupacionais. O terapeuta ocupacional analisa e compara esses momentos (instantes).

Ele sonda as competências próprias dos esquemas corporais: psicomotores, neuromusculoesqueléticos,  psicoafetivos, psicossociais, senso-perceptivos, etc necessários, em hipótese, para realização de uma dada atividade ou necessários à participação. Ele sonda como se dá a interação de tais esquemas com o mundo ao entorno (fatores ambientais) e o mundo no ser (sua realidade). O impacto desses na vida ativa e participativa na vida de pessoas e no caso concreto. Há uma comparação do caso hipotético, caso paradigma e o caso concreto (a pessoa sob seu cuidado).

Daí que o cliente busca naquele que estuda, de forma especial e acurada (no terapeuta ocupacional), o excedente cognitivo para fazer retornar ao seu domínio, à sua posse, aquilo que lhe é próprio, mas que restou perdido pelas razões anteriormente expostas: decadência natural da relação do corpo com o ambiente ou por ação preponderante de um desses dois componentes, isto é, quando há uma preponderância do corpo “ofendendo” a relação natural de ambos os componentes ou uma “ofensa” do ambiente à referida relação. Portanto, por certo, há uma quebra do pacto natural entre o ser e o mundo que o cerca e o mundo nele; o ser-no-mundo em desequilíbrio, o corpo ocupacional em desequilíbrio.

Donde se conclui, dentro de uma visão fenomenológica, que a competência originária do terapeuta ocupacional vem antes da construção científica ou legal, ela se assenta, originalmente, no já referido sofrimento ocupacional, na aparição fenomênica da queda da competência do cliente. De outro modo, a competência do terapeuta ocupacional é a projeção da competência desnaturada daquele que lhe endereça o sofrimento ocupacional.



Mario Battisti

Continua




domingo, 27 de dezembro de 2015

Feliz Ocupacionalidade

OCUPACIONALIDADE  = qualidade de ocupacional.

             O termo ocupacionalidade significa a qualidade do que é ocupacional. É um conceito que  implica na qualificação do que se define como ocupacional. Ocupacionalidade é o termo geral para dizer de todas as nuances do que é ocupacional, isto é, o desempenho, as habilidades, os papéis, as identidades e, por redução teórica, o corpo. Uma vez que o corpo ocupacional é o outro modo de dizer do ser-no-mundo; dapresença. 
As condições nas quais se desvelam o desempenho ocupacional, as habilidades ocupacionais, os papéis ocupacionais, enfim, o corpo ocupacional, é o que se quer dizer com ocupacionalidade. Indagar a ocupacionalidade de um corpo ocupacional significa perguntar, por exemplo: “o corpo, para o cumprimento de sua natureza ocupacional (no mundo como ele é), move-se de modo satisfatório em face de suas necessidades, desejos e obrigações?”  E as perguntas assessórias necessárias para desvendar a ocupacionalidade desse corpo, ou seja: Move-se onde? E para onde? Move-se quando? E por quanto tempo? Move-se como? Move-se para que? Ou para quem? Move-se com dor? Move-se com satisfação? Move-se com restrição? Move-se com Limitação? Move-se com que compromisso? Com que sentido? ou Move-se sem razão? etc. As indagações desvelam a estrutura profunda da ocupacionalidade e qualifica a natureza ocupacional desse corpo.
A ocupacionalidade equivale à extensão da escala que envolve as ocupações, as capacidades e os desempenhos na definição do bem-estar ou sofrimento ocupacional; denota como o corpo ocupacional realiza o que tem, necessita, deseja ou não pode realizar, como ocupa o tempo e o espaço que tem, necessita, deseja ou não pode ocupar e quais os motivos e consequências em razão de como, onde, quando e por que (significado/valores) assim o faz. 
De outro modo, trata-se das condições nas quais o indivíduo acaba envolto em razão da ocupação do espaço, do tempo, das coisas, das ideias e dos outros. Esse envolvimento, essas ocupações significam, de pronto, as características ativa e participativa do corpo ocupacional, e, sobretudo, portanto, significam a natureza ocupacional do corpo humano.
As nuances do que é ocupacional vão se configurar, em síntese, nas duas condições fundamentais que submetem o que é ocupacional no corpo humano; o sofrimento e o bem-estar ocupacional. 
O fato do ser humano estar frequentemente envolvido e des-envolvido em ocupações é o que define a ocupacionalidade de seu corpo ocupacional cuja extensão, como já foi observada, pode ir do sofrimento ao bem-estar.
A ocupacionalidade é adjetivo, é qualidade do que é ocupacional e, dessa forma, igualmente, qualifica o modo ocupacional da terapia. Se a ocupacionalidade diz da extensão que se estabelece entre o bem estar e o sofrimento ocupacional do corpo, ela também denota que a terapia, por ser ocupacional, é fonte indubitável de bem estar e sofrimento ocupacional. Daí a arte e ciência contida na terapia ocupacional; uma perpétua imposição à mente do terapeuta em definir, juntamente com aquele que está entregue aos seus cuidados, em que medida o bem estar e o sofrimento ocupacional que resultam das intervenções terapêuticas são terapêuticos. De outro modo, a pergunta pode ilustrar: “Por que parte do que é terapêutico ocupacional faz emergir um sofrimento ocupacional no corpo daquele que está sendo cuidado? Que desconforto necessário é esse?” A ocupacionalidade é um conceito necessário ao diagnóstico, ao prognóstico e à terapêutica ocupacional.
Por fim, a ocupacionalidade, é a qualificação da natureza ocupacional do corpo humano. É uma gradação de qualificação do referido corpo ocupacional cuja extensão oscila entre a possibilidade e a impossibilidade de ocupar e entre a liberdade pré-ocupacional deempenhar necessidades e desejos e as restrições materiais, sociais e culturais que se interpõem ao des-empenho  do empenho pré-ocupacional.
Neste final de ano e para o início do próximo desejo que a mais satisfatória ocupacionalidade seja alcançada pelas terapêuticas ocupacionais lançadas em favor da cura, do cuidado, do aprimoramento, da felicidade do corpo ocupacional de nossos clientes.
 

Mario Battisti

sábado, 3 de outubro de 2015

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015


Apresentação do DESB - Software de aplicação e incorporação institucional da CIF na AFAC - Associação Fluminense de Amparo aos Cegos, com participantes da Associação Fluminense de Reabilitação, Pestalozzi e da UFRJ.

sábado, 13 de junho de 2015




Apaes participam da capacitação sobre a CIF, no Centro Mineiro de Tecnologia Assistiva, em Pará de Minas
A Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais (FEAPAES-MG) realizou nesta segunda-feira (8), na Unidade Aberta e Integrada (UAITEC), polo no qual se localiza o Centro Mineiro de Tecnologia Assistiva, em Pará de Minas, a capacitação com o tema “Introdução a CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade por meio software facilitador da sua aplicação e incorporação”.
O palestrante, responsável pelo desenvolvimento do software é o Dr. Mário Cesar Guimarães Battisti, da empresa Performance Educacional.
Com esse software é possível emitir relatórios e avaliações baseados na CIF, apresentando um diagnóstico e acompanhamento clínico dos pacientes.
De acordo com o presidente da Feapaes-MG, Eduardo Barbosa, o software poderá ser uma ferramenta que simplifique o diagnóstico multidimensional aplicado nas Apaes”.
Aproximadamente 40 pessoas participaram da capacitação.
Fonte: Assessoria de Comunicação Feapaes-MG

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

https://www.facebook.com/pages/DESb-Aplicativo-online-da-CIF/682309015180682?fref=ts

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

MATRÍCULAS ABERTAS 2015 - TURMAS SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL


posfacis.to@gmail.com
Início
Fevereiro de 2015
Horário
Das 9:00 às 18:00h.
Local
FACIS
Rua Dona Inácia Uchôa, 399 - Vila Mariana
São Paulo/SP
Tel: 11 5085-3141
Investimento
18 parcelas de R$ 325,00

COMPROMISSOS OCUPACIONAIS - pra início de conversa

Falar sobre compromissos ocupacionais é o mesmo que dizer das necessidades das pessoas. Os compromissos decorrem das necessidades do corpo ocupacional cuja natureza é secundária, pois deriva da natureza primeira e funcional precursora, no ser humano, da condição ocupacional. Esses compromissos têm origem nas necessidades físicas, são modeladas pela consciência e mediadas pelo contexto social respectivamente: o imediatamente dado (o corpo em si) a potência que permite novos corpos no mesmo corpo e, por fim, o poder de mediar as diversas camadas da natureza ocupacional.
O corpo ocupacional é unidade sintética da vida e a razão primeira e última (motivo e consequência) dos compromissos ocupacionais. Ele se manifesta como a síntese de duas de suas dimensões, a dimensão pré-ocupação e a dimensão ocupação, que são respectivamente: o empenho e o desempenho. Ambas caminham num contínuo de tensão da projeção à plasmação, da vontade em atos.
Os compromissos ocupacionais podem ser p. ex.: possíveis, mas indesejáveis; desejáveis, mas não realizáveis; necessários, mas impossíveis; proibidos, mas desejáveis etc. Eles se nos apresentam em frequente tensão e como possibilidades, obrigações, deveres, necessidades e desejos relacionados. Dessa forma, a vontade move-se e é movida pela força das obrigações, desejos, necessidades e possibilidades contidas nos compromissos ocupacionais.
O nível de satisfação ou insatisfação com o resultado concreto da ação humana (o bem ou o mal materialmente falando) tem origem na síntese das duas dimensões do corpo ocupacional. A busca pela satisfação é um fenômeno que acompanha todo o curso da síntese, ou seja, do empenho ao desempenho. Assim, de forma resumida, ocorre um empenho, uma penhora e a ela se segue a busca pela satisfação. Trata-se da recuperação, por meio do desempenho, da coisa empenhada, daí a razão do prefixo de negação “des” contido no termo desempenho; o desempenho é o resgate de um investimento, é a recuperação na forma de satisfação do que foi empenhado. Dependendo do grau de satisfação, o processo de síntese pode ser fonte sofrimento ou prazer. O conjunto dos desempenhos (resgates) ocorridos na história ocupacional e a expectativa (a coisa empenhada) determinarão o grau da variação entre dor e prazer.
Para ilustrar a amplitude da variação acima referida tomemos como exemplo duas situações extremas de dor:
Suponha-se algum compromisso ocupacional não confesso cujo projeto de ser foi sufocado por cipoais de medo ou de vergonha e no qual sequer se alcançou o instante do desempenho. Neste caso, frustrou-se a descarga da força contida na coisa empenhada (penhorada), isto é, o desempenho acabou frustrado e a força empenhada não saiu da dimensão pré-ocupação. Quais as consequências? Bem! Caso a força da coisa empenhada encontre, num outro instante, alguma outra forma de dispersão, ela deixará a preocupação ou alcançará uma redução na preocupação. Contudo! No caso da não dispersão e, ainda, de refluxos sucessivos da coisa empenhada à preocupação, decorrerá uma forma de sofrimento; um sofrimento pré-ocupacional. A coisa empenha restará aprisionada, lá onde mora o imaginário do algo empenhado, mas não realizado e os fantasmas do “porque”: Por que não fiz? Por que não posso? Por que não quero? Por que não consigo? Por que devo? Por que não devo? Por que não sou?
Qualquer coisa que frustre o desempenho, que não permita o resgate da energia empenhada, que impeça de modo persistente que o desempenho exista como dimensão de recuperação do corpo ocupacional projetado (pré-ocupado) será fonte de um sofrimento pré-ocupacional. Nesse formato, é a impossibilidade perpétua de realizar-se no seu próprio corpo ocupacional; o não conhecimento ou reconhecimento em si da dimensão do desempenho; da busca de satisfação; que em si encontra-se a satisfação.
Por outro lado, quando o desempenho é desprovido de coisa empenhada, não há, via de consequência, o que resgatar e, dessa forma, não há des-empenho. Esta condição de fazer algo desprovido de propósito é a aparição do sofrimento ocupacional no seu extremo. O desempenho sem a coisa empenhada é qualquer outra coisa que não desempenho. Trata-se da desnaturação do corpo ocupacional.
Na primeira situação tem-se o empenho, mas frustra-se o desempenho, o resgate da coisa empenhada. Ela fica aprisionada no emaranhado da pré-ocupação, pois reflui sucessivamente para ela; o recalque do corpo ocupacional. Na segunda o desempenho não é frustrado, ele sequer existe, pois não há empenho; é a desnaturação do corpo ocupacional. A atividade desprovida da coisa empenhada pode até ser funcional, mas, por certo, não é ocupacional.
A profissão historicamente se deteve na redução extrema da dimensão ocupação do corpo ocupacional e, dessa forma, em muitos contextos, se reduziu a uma espécie de “terapia não verbal” onde os terapeutas estavam obrigados a “obrigar” aqueles que estão sob seu cuidado a fazer alguma coisa. Talvez a caricatura abaixo explique o efeito deletério que tem a indevida “obrigação de fazer o outro fazer” na amálgama de nossa identidade; um véu de obscuridade.
Alguém diz: “Gente! Gente! Chegou um Terapeuta Ocupacional! E o coro exclama: Opa!!! Agora esses pacientes vão fazer alguma coisa!”
Não gostamos disso! Mas o véu da “obrigação de fazer o outro fazer” está tão impregnado na identidade da Terapia Ocupacional que quando alguém, que não um terapeuta ocupacional, se vale de uma atividade qualquer para “beneficiar”, de alguma forma, uma pessoa, um intenso sentimento de injustiça emerge. Uma de nossas mais importantes contradições! Não gostamos disto, mas é nosso!
Vivemos um momento em que outras orientações profissionais, não sabendo como aparentar produtividade concreta, dão as costas aos seus paradigmas e vestem-se dos paramentos da liturgia “da obrigação de fazer o outro fazer”
Uma nova práxis clínica, um novo ciclo virtuoso demanda o que denomino, de modo provisório, por incapacidade momentânea de formular um termo mais exato, de uma abordagem dialógica sintética da coisa empenhada e do seu des-empenho.  Trata-se de uma abordagem eminentemente verbal, produtiva e capaz de desvelar os compromissos ocupacionais das pessoas e as dificuldades para colocá-los em curso.
O fato de estabelecer essa dialógica sintética tematizada em compromissos ocupacionais há de refletir na nossa capacidade de cura (cuidar, adaptar, desenvolver). O desempenho ocupacional, como se sabe, se define como aquilo que se dá na vida real das pessoas e não no setting terapêutico. As atividades materiais, nem sempre necessárias, que se realizam na clínica da terapia ocupacional são técnicas de ensaio para a vida real, são imitações da vida em ambiente controlado cujo objetivo é, sobretudo, contribuir para uma maior certeza de que, quando no cotidiano, a pessoa saberá resgatar, por meio do seu desempenho, o que ela empenhou.
Há que se manter uma distância cuidadosa da “primordial” e habitual pergunta: “o que você quer fazer?” juntamente com as listas (cardápios) de atividades que têm origem na “obrigação de fazer o outro fazer”. Esses dispositivos dissimulam a obrigação de fazer (o tratamento moral), ludibriam o corpo ocupacional com a suposição de que as pessoas escolheram o que estão fazendo, driblam e alienam as reais vontades (compromissos) e driblam os observadores menos analíticos.
No lugar do “novo tratamento moral” = “o que você quer fazer?”, roga-se a inscrição (o registro) na carne (no corpo) de uma nova Ética Ocupacional onde a abordagem dialógica possa suscitar: “em quais compromissos ocupacionais você está empenhado? Pois aí está penhorada uma parcela importante de sua vida? Em quais compromissos você não coloca mais empenho? (fé, esperança, crença, valor)” [...] “Como você espera desempenhar os seus compromissos ocupacionais?” [...] “Qual sua dificuldade para passar do empenho ao desempenho?” E outras tantas!
Há uma parte invisível, contudo material naquilo que as pessoas realizam. Quando perguntamos: O que foi ou será empenhado? A resposta envolverá muitas coisas – memórias, intenções, sonhos, crenças, imaginários, fantasias, afetos, esquemas corporais [...] E o que foi des-empenhado? Tudo isto! E mais! A vida como ela é para si; suas dores e seus prazeres!
Em que estamos empenhados? Com o que estamos compromissados? Somos capazes? Seremos capazes? Como ficaremos se não pudermos? O que faremos se não conseguirmos?
De qualquer forma! Um des-empenho satisfatório em 2015.

Mario Battisti

terça-feira, 14 de outubro de 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Curso - CIF e Desempenho Ocupacional - ICF (International Classification of Functioning disability and health) and Occupational Performance

using desb - software that facilitates the use and learning of CIF

Das 8:00 às 12:00 e das 13:00 às 16:30
Rua da Consolação, 346 - São Paulo Capital
Valor R$ 100,00

domingo, 6 de julho de 2014

sábado, 21 de junho de 2014

Bonecas para Crianças Downs

video

Quando Hannah Feda tinha 9 anos de idade, ela estava folheando um catálogo de brinquedos e notei que havia bonecas que lembravam sua irmã mais nova, mas nenhum que se parecia com ela. Hannah, que agora é 13, tem síndrome de Down.

A mãe de Hannah, Connie Feda, em seguida, começou a olhar para os bonecos desenhados com características da síndrome de Down, mas ela estava descontente com as opções já existentes no mercado, sentindo que não eram reflexões adequadas. Ela decidiu criar uma boneca para as crianças, como Hannah para brincar. "Como a mãe de 6 filhos, eu estava acostumado a malabarismo," Feda disse ao The Huffington Post via e-mail.

Feda chamou os Dolls projeto para Downs. Como ela explica no Facebook, a sua missão é a de "representar as crianças com deficiência em uma luz honesto, favorável e dar às crianças com deficiência um amigo para a vida." Com a ajuda do escultor Karen Scott, terapeutas ocupacionais e outros pais de crianças com síndrome de Down, Feda foi capaz de criar bonecas que refletem fisicamente o que sua filha e outras crianças vêem no espelho.

"Minha coisa favorita é a mão. Olhe para eles, eles são tão bonito e rechonchudo, "Feda disse WPXI.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Profª Carlene Borges representando o Brasil


NBCOT
Forum Internacional de Regulação da Terapia Ocupacional

quinta-feira, 12 de junho de 2014


Terapeutas Ocupacionais
Mauro Ramos e Mario Battisti

Semana sobre drogas do município de Cubatão
Palestra: Cuidados  e dependência - novos ou velhos paradigmas?



Prof. Me. Mario Battisti ministrado palestra sobre a Classificação Internacional de Funcionalidade - Congresso Regional - Tatui

quinta-feira, 17 de abril de 2014

desb - Aplicativo CIF - desb - ICF applicative

Aconteceu ontem na APAE de Ribeirão Preto e Pirassununga, a palestra sobre a importância da C.I.F (Classificação Internacional de Funcionalidade), com o professor Mario Cesar Guimarães Battisti. 
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CIF - Aplicativo Desb - ICF - Desb Applicative

Deputada Mara Gabrilli Com o Dr. Wander Villalba e o Dr. Mário César Battisti que vieram apresentar um software como ferramenta para aplicação e uso da CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PÓS-GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL

TURMAS DE

SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL CONFIRMADAS

INÍCIO 22/02/2014

FAÇA A SUA MATRÍCULA

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PÓS EM:
SAÚDE FUNCIONAL E SAÚDE MENTAL
EM TERAPIA OCUPACIONAL
MATRÍCULAS ABERTAS
ATÉ O DIA 20 DE DEZEMBRO -  R$ 325,00
MATRÍCULA - R$ 80,00
LOCAL:




Estudo de tipologias - base para compreensão do sistema de valores que movem as atitudes.



Rua Dona Inácia Uchôa, 399 - Vila Mariana


São Paulo/SP
Tel: 11 5085-3141


domingo, 10 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

CBTO - 2013

Não tão comportado como na foto - o privilégio e a honra de homenagear a profissão e os colegas no CBTO - Santa Catarina.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

DESb



CIF
A Aplicação Online permite:
  • Utilização da CIF -  pesquisa e estudo 
  • Avaliação - qualificação em vários níveis.
  • Elaboração automática do Relatório de Funcionalidade do Paciente e a possibilidade de impressão

DESb é uma ferramenta online que minimiza as dificuldades sem colocar em risco qualidade da avaliação.

A Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é um sistema de classificação que procura, ao nível individual ou coletivo, descrever, medir ou classificar a funcionalidade e a incapacidade associadas a uma condição de saúde e pode ser utilizada de forma transversal em diferentes áreas tais como: educação, segurança social, emprego, economia, desenvolvimento de políticas e de legislação em geral e alterações ambientais.

Encontrar uma forma mais fácil de treinar e utilizar a CIF vem sendo o desafio de vários países para a sua implantação. A CIF é uma classificação cuja aplicação – qualificação - depende da compreensão de suas convenções e diferentes análises.

A ferramenta online, além de tornar mais ágil e fácil o manejo da CIF, é um instrumento que oferece segurança executiva ao usuário, uma vez que o usuário trabalha em concordância com as diretivas da OMS.

O Relatório de Funcionalidade do Paciente, que pode ser impresso ao final da qualificação dos componentes, é um relatório descritivo e fiel à classificação alfanumérica. Nele é possível identificar a convenção eleita pelo usuário e, quando necessário, reconhecer as correlações e inter-relações entre os componentes (equivalências e nexos causais entre Funções do Corpo e Estruturas do Corpo).



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Código de Honra

Código de Honra
Uma regra – “uma estrela que cai”
Prescrita pelo princípio da solidariedade (obrigação comunitária - “obligatio in solidum”) a regra proibia:
Aceitar, cargo, função ou emprego cuja vaga decorreu da demissão de um colega que estava lutando para preservar os legítimos interesses da profissão.
Isto é:
Um colega luta pelos legítimos interesses da profissão e por conta dessa luta (uma luta por todos) ele é demitido. Outrora! Em respeito, em contrapartida ao seu esforço por nós, nenhum de nós, por regra, poderia ocupar o seu lugar.
Cai a regra!
E o princípio?
Antes a vaga materializava a nossa solidariedade!
E agora! Como materializá-la?


Mario Battisti

terça-feira, 28 de maio de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

CURSO CIF

CIF - DESEMPENHO OCUPACIONAL E PAPÉIS OCUPACIONAIS
ESTAMOS FAZENDO PRÉ-INSCRIÇÃO PARA O CURSO
SOLICITE A SUA FICHA DE PRÉ-INSCRIÇÃO
PELO E-MAIL to.posfacis@gmail.com

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Anatomia Patológica - Caricatura do Corpo Doente



O corpo doente é o discurso singular de um drama pessoal, que se configura num declínio da condição de saúde, mas, por outro lado, é o discurso da esperança de fazê-lo, o próprio corpo, regressar à condição de saúde (o sintoma da doença é a ambiguidade do discurso corporal). Nesta direção, a esperança do corpo doente é poder realizar a remissão, isto é, poder dirigir ou redirecionar o discurso para as outras dimensões da vida; afastado e afastando-se da dor. Esta afirmação permite, então, refletir e desvelar o sentido mais amplo do conceito de remissão da doença. De outro modo, o corpo doente é aquele subtraído, pelo sofrimento, das múltiplas faces de seu modo ocupacional de ser e a sua caricatura, a anatomia patológica, é a sua versão sem voz, sem discurso (corporeidade).


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

domingo, 6 de janeiro de 2013

DICAS


A ONDA

Em 2008 quando do seu lançamento o filme a onda obteve um grande sucesso de bilheteria. Trata-se de um filme alemão inspirado no livro a Terceira Onda, uma experiência promovida por um professor em uma escola americana. Os fatos que sustentam a trama desse filme realmente aconteceram. Vale à pena assistir e refletir a respeito da vulnerabilidade da juventude em face de valores totalitários e nos potentes métodos de conversão. 


PASSAGENS DO TEMPO (LIVRO)
MAURO MALDONATO
“ Uma viagem pelo conceito de tempo, permeada por desafios e questionamentos, na tentativa de refletir sobre este instigante e intangível enigma.


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

GRAÇA E PAZ


O ser humano se eterniza quando desenvolve a sutil capacidade de se afastar do relógio. Que em 2013 consigamos ir além das atividades da vida diária e, pelas nossas ações, tornemos eterna a experiência de viver.


domingo, 2 de dezembro de 2012

A Anatomia do Corpo Ocupacional - Occupational body


Ainda que a Classificação Internacional de Funcionalidades represente um avanço na descrição dos estados de saúde e dos relacionados à saúde, uma boa parte de seu conteúdo orienta o usuário para uma espécie de anatomia funcional[1] que empurra o projeto de descrever a situação real de vida para longe de sua pretensão última que é observar a totalidade da pessoa.


Há uma dificuldade natural de integrar, por exemplo, a fisiologia, a psicologia, a anatomia e os aspectos sociais e culturais contidos na vida ativa e participativa. Trata-se de um projeto que pode ter como resultado a descrição de Frankensteins, isto é, o projeto CIF, sem o devido cuidado, pode acabar por descrever uma espécie de ser funcional que sofre com a falta de experiências produtivas de indeterminação (Quem sou eu? O que estou fazendo?), ou melhor, de individualidade (singularidade). De outro modo, o resultado é um corpo funcional “desalmado” sem a graça da vida.


O poeta Vladimir Maiakóvski no seu poema intitulado ADULTO versa, a meu ver, sobre como é, ou pelo menos deveria ser, uma anatomia do corpo ocupacional. Diz ele no trecho que segue:

“Entrai com vossas paixões! Galgai-me com vossos amores!
Doravante não sou mais dono de meu coração!
Nos demais - eu sei, qualquer um o sabe!
O coração tem domicílio no peito.
Comigo a anatomia ficou louca.
Sou todo coração - em todas as partes palpita.”

Um corpo que embora seja funcional está para além da função; um corpo que embora seja funcional está para além da classificação... ...um corpo ocupacional - a anatomia do desejo.

Mario Battisti



[1] Impressão que decorre da minha observação de sua utilização.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Narrativa e Terapia Ocupacional




Na Terapia Ocupacional o sentido da Ocupação se desenha, ao mesmo tempo, como “fazer algo” e “existir/permanecer em algo”. Fazer coisas, permanecer nelas e no mundo expressam a incessante busca do ser em oferecer propósito e significado à sua experiência cotidiana; à sua existência.
Essa afirmação, contudo, diz de um sujeito epistemológico; um sujeito teórico (paradigma). O sujeito epistemológico é um referencial teórico, ele é o expediente científico por meio do qual balizamos a nossa prática clínica. Ele possibilita a explicação (papel da ciência) dos fenômenos próprios da humanidade. Portanto, ele é o sujeito unívoco, isto é, no qual restam reduzidos os demais (os outros todos). Ao contrário, a pessoa que se socorre do cuidado do Terapeuta Ocupacional é o sujeito equívoco, isto é, a pessoa prenhe de incertezas, imprecisões e de buscas particulares. Trata-se de um ser na constante e laboriosa construção de sua própria história; sua própria narrativa ocupacional.
O sujeito epistemológico orienta a condução do cuidado da pessoa, mas a pessoa não pode ser confundida com esse sujeito epistemológico. De outro modo, pode-se dizer de uma “anatomia ocupacional”, isto é, de uma ciência que se vale de um sujeito ficcional para articular o conhecimento sobre a ocupação humana e guiar os raciocínios clínicos, mas não é dele que se trata/cuida. O perigo reside em tomar a pessoa pela ficção e cair na tentação de cuidar do sujeito epistemológico projetado na pessoa humana. O sujeito epistemológico não é possuidor de uma narrativa, ele é desprovido das imprecisões da equivocidade do sujeito real.
Na clínica centrada no cliente há uma excepcional supremacia da pessoa sobre o sujeito epistemológico, uma vez que na repriorização do setting terapêutico ocupacional tem-se a aparição da narrativa ocupacional. Daí a importância da ciência explicativa que tem origem na clínica compreensiva.
Ele fez [...] ele permaneceu [...] ele disse [...] houve vazio de fazer [...] um trecho da vida [...] álbum de fotos [...]
Mario Battisti