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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
sábado, 5 de novembro de 2016
GESTALT OCUPACIONAL
A articulação dinâmica
entre os tipos de práxis delineia as formas ocupacionais (gestalt ocupacional).
Uma forma ocupacional pode ser definida como o conjunto de atos que compõem e
configuram uma dada atividade. De outro modo, trata-se de um conjunto de atos
que permitem uma fisionomia à atividade; meio pelo qual ela é reconhecível. Por
exemplo, um dado conjunto de atos organizados pode tornar a atividade
reconhecível como jogo, como interação interpessoal ou atividade doméstica. Uma
atividade reconhecível é um algo nomeável e, no caso do exemplo ofertado, pode
ser futebol, namoro ou cozinhar respectivamente.
Todavia, esses atos se
organizam, se processam em razão de um propósito, uma vez que o propósito
exerce, exatamente, esse papel de articular, de modo dinâmico, os atos para um
determinado resultado. Ele agencia os vários atos necessários para o seu
alcance. O propósito pode ser mais ou menos consciente conforme o grau de
automatização dos esquemas motores, cognitivos e afetivos necessários para
alcança-lo. De qualquer forma, a perda do propósito e, via de consequência, o
esvaecimento da intencionalidade faz a atividade perder a sua forma ocupacional
e, neste caso, trata-se de mera atividade automática e quase que reflexa, ou
uma atividade desorganizada, fragmentada que deixa de ser reconhecível e nomeável.
Nessa perspectiva, os atos não dialogam mais com o resultado; há somente um
processo (organizado ou desorganizado), mas sem finalidade.
Assim sendo, a forma
ocupacional é o meio pelo qual se pretende alcançar um propósito. É a escolha
de uma estratégia ocupacional em busca de algo empenhado, colocado em
perspectiva, o propósito - “Estou empenhado em fazer e empenhado em alcançar
o objetivo”. Em síntese o empenho é o propósito, o motivo (o movente) e,
por essa razão, é também o resultado, a consequência visada em perspectiva,
portanto, a forma ocupacional é projetual em processo e resultado.
O desempenho, ao
contrário, é situacional, pois trata-se da execução fática dos meios projetados
na direção do resultado. Dessa forma, trata-se da vivência do processo e o
confronto com o resultado na situação real. O desempenho pode ser mais ou menos
satisfatório, mas é a resultante de algo projetado (empenhado), que foi
des-empenhado, colhido da situação real de vida.
A forma ocupacional e o desempenho
ocupacional, portanto, são faces da mesma moeda. O desempenho ocupacional não
pode existir sem as formas ocupacionais, uma vez que elas são a razão de fundo
do desempenho, representam o motivo, o propósito de agir. Por outro lado, o
projeto perde o sentido se não for para o alcance de um objetivo.
As práxis espontâneas e a
reiterativa, enquanto processo, são situacionais, isto é, elas estão diretamente
ligadas ao processo de desempenho (o alcance do propósito); a situação real.
Por outro lado, as práxis criativa e reflexiva são a substância das formas
ocupacionais, das projeções (projetos) ocupacionais. No primeiro caso temos uma
maior consciência prática e no segundo uma maior consciência da práxis.
Mario Battisti
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Descrição do software DESB - aplicativo da CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
Descrição do software DESB
O software facilita a utilização e incorporação de ICF (Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde;
O software é baseado na web;O software possibilita a inclusão de muitos pacientes e seus respectivos relatórios no banco de dados;
O software utiliza o código postal como instrumento de georreferenciamento de dados;
O software possibilita vários métodos de utilização, isto é: a escolha de “um a um” de códigos, a escolha a partir de coresets, a escolha a partir de formulário (protocolos da própria instituição) e a importação de arquivos pré-existentes no banco de dados.
O software permite o acesso de vários usuários (equipe multidisciplinar) para o mesmo paciente.
O software permite que os diferentes profissionais qualifiquem e descrevam a funcionalidade do mesmo paciente e participem na produção de um único relatório de funcionalidade.
O software permite que profissionais de diferentes equipes e pontos de atenção da rede de cuidados possam compartilhar informações e participar na produção e qualificação da descrição da funcionalidade do paciente;
O software permite que se aplique o CIF nas três modalidades ou convenções preconizadas pela OMS (Modalidades para Componentes de Fatores Ambientais Codificação - Anexo 2 da CIF);
- " Os fatores
ambientais podem ser codificados em relação a cada componente ou sem relação
com cada componente. A primeira é preferível já que identifica mais claramente
o impacto e a atribuição" OMS
O software permite a conversão de uma convenção para outra, isto é, de uma modalidade ou regra de aplicação para outra. Portanto, permite verificar o impacto dos fatores ambientais sobre as deficiências, limitações de capacidade e restrições de desempenho.
O software permite a conversão de uma convenção para outra, isto é, de uma modalidade ou regra de aplicação para outra. Portanto, permite verificar o impacto dos fatores ambientais sobre as deficiências, limitações de capacidade e restrições de desempenho.
O software permite que você aplique os componentes de
"d" domínios ex.: mobilidade, comunicação, autocuidado com
sobreposição, sobreposição parcial e sem sobreposição;
“Trata-se de
possibilitar o estudo comparativo do efeito dos fatores ambientais entre as
limitações de capacidade e as restrições de desempenho”
O software permite fazer um prognóstico de melhora ou piora da funcionalidade da pessoa;
O
software analisa o índice de funcionalidade e incapacidade;
O software produz relatórios descritivos, analíticos e gráficos de funcionalidade;
O
software possibilita a formulação de um relatório de Plano de Tratamento
Singular.
Possibilita trabalhar com os instrumentos de avaliação da
instituição e a sua conversão automática para o relatório CIF
O
software salva todos os relatórios de paciente (ordem cronológica);Você pode importar qualquer arquivo de paciente (salvo por ordem cronológica) e usá-los novamente.
O software armazena os dados de todas as codificações de funcionalidade do paciente. É também um repositório das componentes essenciais da funcionalidade das pessoas.
Facilita a manipulação da CIF;
Facilita a aprendizagem da aplicação da CIF. Por isso, é também uma ferramenta de treinamento.
Garante a utilização adequada (correta) da CIF; A certeza na aplicação da CIF; consistência das informações.
Garante um banco de dados capaz de gerar algoritmos para assistência;
terça-feira, 4 de outubro de 2016
terça-feira, 21 de junho de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
Competências e 54 anos; escrever e conservá-las
epistámenos. Assim se chama o homem enquanto competente e hábil (competência no sentido de appartenance). A filosofia é epistémetis de uma espécie de competência, theoretiké, que é capaz de theorein, quer dizer, olhar para algo e envolver e fixar com o olhar aquilo que perscruta. (Heidegger O que é isto Filosofia? pg. 24, 2006)
De que competências se está a falar quando se define o campo de estudo e atuação do terapeuta ocupacional? Para que tais competências?
Em resposta à primeira pergunta, endereço as seguintes assertivas: as competências do terapeuta ocupacional emergem, originariamente, das competências desnaturadas do cliente, ou melhor, da opacidade própria do sofrimento ocupacional. Essa opacidade, em outras palavras, é a nebulosidade das competências do cliente para desempenhar os seus compromissos ocupacionais; dificuldade que estabelece dúvida. De outro modo, a aparição do ser é cercada de dúvida com relação à sua competência ocupacional na lida com o mundo das coisas e aqui não se está a falar tão somente do entorno, senão do mundo das coisas nele (realidade). O sofrimento tem aparição porque as competências necessárias não se desvelam, não se fazem comportamento diante das solicitudes e das preocupações que as convocam a desempenhar o empenhado; a impossibilidade com o compromisso ocupacional. A dúvida que se instala é: há competências para colocar em curso o compromisso assumido? A ausência de resposta, o silêncio duradouro em face do questionamento é a origem do sofrimento ocupacional.
O autodesenvolvimento próprio do processo de autocuidado, transformação do entorno e do mundo em si (realidade), solicita, para sua ocorrência, deixar de estar envolto (envolvido) nos modos já conhecidos para, então, se envolver em um modo modificado de ser. Ocorre que para que haja desenvolvimento, o pressuposto é um prévio envolvimento com o que já lhe é próprio. No caso do sofrimento ocupacional, a dúvida se assenta, exatamente, na “perda” dessa propriedade, uma vez que essa propriedade foi desnaturada; deixou de ser parte da natureza ocupacional do corpo ou, em outras palavras, ele foi desapropriado dos esquemas corporais: cognitivos, psicomotores, psicoafetivos, psicossociais etc. Este fenômeno decorre de fatores inerentes ao corpo, pela desindexação de fatores ambientais que facilitam tais esquemas, pela indexação de fatores ambientais que impedem o funcionamento pleno de tais esquemas ou pela conjuntura dessas circunstâncias.
Em síntese, a competência do terapeuta ocupacional é uma projeção da competência desnaturada daquele que lhe endereça o sofrimento ocupacional.
À pergunta, o que perscruta o terapeuta ocupacional? O que ele sonda? Proponho as seguintes assertivas: ele analisa os aspectos que compõem ou compunham o desempenho ótimo da pessoa para o cumprimento de seus compromissos ocupacionais, de suas atividades propositais na situação real de vida. A referida sondagem, em parte, é realizada em ambiente simulado, ambiente clínico, afastado, como não poderia ser diferente, da situação real de vida. Contudo, parte da sondagem se dá pela declaração daquele que está sob seu cuidado. De outro modo, ela é o resultado da narrativa do cliente, o qual desvela o real desempenho que ele obtinha e obtém no curso do cumprimento de seus compromissos ocupacionais. O terapeuta ocupacional analisa e compara esses momentos (instantes).
Ele sonda as competências próprias dos esquemas corporais: psicomotores, neuromusculoesqueléticos, psicoafetivos, psicossociais, senso-perceptivos, etc necessários, em hipótese, para realização de uma dada atividade ou necessários à participação. Ele sonda como se dá a interação de tais esquemas com o mundo ao entorno (fatores ambientais) e o mundo no ser (sua realidade). O impacto desses na vida ativa e participativa na vida de pessoas e no caso concreto. Há uma comparação do caso hipotético, caso paradigma e o caso concreto (a pessoa sob seu cuidado).
Daí que o cliente busca naquele que estuda, de forma especial e acurada (no terapeuta ocupacional), o excedente cognitivo para fazer retornar ao seu domínio, à sua posse, aquilo que lhe é próprio, mas que restou perdido pelas razões anteriormente expostas: decadência natural da relação do corpo com o ambiente ou por ação preponderante de um desses dois componentes, isto é, quando há uma preponderância do corpo “ofendendo” a relação natural de ambos os componentes ou uma “ofensa” do ambiente à referida relação. Portanto, por certo, há uma quebra do pacto natural entre o ser e o mundo que o cerca e o mundo nele; o ser-no-mundo em desequilíbrio, o corpo ocupacional em desequilíbrio.
Donde se conclui, dentro de uma visão fenomenológica, que a competência originária do terapeuta ocupacional vem antes da construção científica ou legal, ela se assenta, originalmente, no já referido sofrimento ocupacional, na aparição fenomênica da queda da competência do cliente. De outro modo, a competência do terapeuta ocupacional é a projeção da competência desnaturada daquele que lhe endereça o sofrimento ocupacional.
Mario Battisti
Continua
domingo, 27 de dezembro de 2015
Feliz Ocupacionalidade
OCUPACIONALIDADE = qualidade de ocupacional.
O
termo ocupacionalidade significa a qualidade do que é ocupacional. É um
conceito que implica na qualificação do que se define como ocupacional.
Ocupacionalidade é o termo geral para dizer de todas as nuances do que é
ocupacional, isto é, o desempenho, as habilidades, os papéis, as identidades e,
por redução teórica, o corpo. Uma vez que o corpo ocupacional é o outro modo de
dizer do ser-no-mundo; dapresença.
Mario Battisti
As
condições nas quais se desvelam o desempenho ocupacional, as habilidades
ocupacionais, os papéis ocupacionais, enfim, o corpo ocupacional, é o que se
quer dizer com ocupacionalidade. Indagar a ocupacionalidade de um corpo
ocupacional significa perguntar, por exemplo: “o corpo, para
o cumprimento de sua natureza ocupacional (no mundo como ele é), move-se de
modo satisfatório em face de suas necessidades, desejos e obrigações?” E
as perguntas assessórias necessárias para desvendar a ocupacionalidade desse
corpo, ou seja: Move-se onde? E para onde? Move-se quando? E por quanto tempo?
Move-se como? Move-se para que? Ou para quem? Move-se com dor? Move-se com
satisfação? Move-se com restrição? Move-se com Limitação? Move-se com que
compromisso? Com que sentido? ou Move-se sem razão? etc. As indagações desvelam
a estrutura profunda da ocupacionalidade e qualifica a natureza ocupacional
desse corpo.
A ocupacionalidade equivale à extensão da escala que envolve as ocupações, as capacidades e os desempenhos na definição do bem-estar ou sofrimento ocupacional; denota como o corpo ocupacional realiza o que tem, necessita, deseja ou não pode realizar, como ocupa o tempo e o espaço que tem, necessita, deseja ou não pode ocupar e quais os motivos e consequências em razão de como, onde, quando e por que (significado/valores) assim o faz.
De outro modo, trata-se das condições nas quais o indivíduo acaba envolto em razão da ocupação do espaço, do tempo, das coisas, das ideias e dos outros. Esse envolvimento, essas ocupações significam, de pronto, as características ativa e participativa do corpo ocupacional, e, sobretudo, portanto, significam a natureza ocupacional do corpo humano.
As nuances do que é ocupacional vão se configurar, em síntese, nas duas condições fundamentais que submetem o que é ocupacional no corpo humano; o sofrimento e o bem-estar ocupacional.
O fato do ser humano estar frequentemente envolvido e des-envolvido em ocupações é o que define a ocupacionalidade de seu corpo ocupacional cuja extensão, como já foi observada, pode ir do sofrimento ao bem-estar.
A ocupacionalidade é adjetivo, é qualidade do que é ocupacional e, dessa forma, igualmente, qualifica o modo ocupacional da terapia. Se a ocupacionalidade diz da extensão que se estabelece entre o bem estar e o sofrimento ocupacional do corpo, ela também denota que a terapia, por ser ocupacional, é fonte indubitável de bem estar e sofrimento ocupacional. Daí a arte e ciência contida na terapia ocupacional; uma perpétua imposição à mente do terapeuta em definir, juntamente com aquele que está entregue aos seus cuidados, em que medida o bem estar e o sofrimento ocupacional que resultam das intervenções terapêuticas são terapêuticos. De outro modo, a pergunta pode ilustrar: “Por que parte do que é terapêutico ocupacional faz emergir um sofrimento ocupacional no corpo daquele que está sendo cuidado? Que desconforto necessário é esse?” A ocupacionalidade é um conceito necessário ao diagnóstico, ao prognóstico e à terapêutica ocupacional.
Por fim, a ocupacionalidade, é a qualificação da natureza ocupacional do corpo humano. É uma gradação de qualificação do referido corpo ocupacional cuja extensão oscila entre a possibilidade e a impossibilidade de ocupar e entre a liberdade pré-ocupacional deempenhar necessidades e desejos e as restrições materiais, sociais e culturais que se interpõem ao des-empenho do empenho pré-ocupacional.
Neste final de ano e para o início do próximo desejo que a mais satisfatória ocupacionalidade seja alcançada pelas terapêuticas ocupacionais lançadas em favor da cura, do cuidado, do aprimoramento, da felicidade do corpo ocupacional de nossos clientes.
A ocupacionalidade equivale à extensão da escala que envolve as ocupações, as capacidades e os desempenhos na definição do bem-estar ou sofrimento ocupacional; denota como o corpo ocupacional realiza o que tem, necessita, deseja ou não pode realizar, como ocupa o tempo e o espaço que tem, necessita, deseja ou não pode ocupar e quais os motivos e consequências em razão de como, onde, quando e por que (significado/valores) assim o faz.
De outro modo, trata-se das condições nas quais o indivíduo acaba envolto em razão da ocupação do espaço, do tempo, das coisas, das ideias e dos outros. Esse envolvimento, essas ocupações significam, de pronto, as características ativa e participativa do corpo ocupacional, e, sobretudo, portanto, significam a natureza ocupacional do corpo humano.
As nuances do que é ocupacional vão se configurar, em síntese, nas duas condições fundamentais que submetem o que é ocupacional no corpo humano; o sofrimento e o bem-estar ocupacional.
O fato do ser humano estar frequentemente envolvido e des-envolvido em ocupações é o que define a ocupacionalidade de seu corpo ocupacional cuja extensão, como já foi observada, pode ir do sofrimento ao bem-estar.
A ocupacionalidade é adjetivo, é qualidade do que é ocupacional e, dessa forma, igualmente, qualifica o modo ocupacional da terapia. Se a ocupacionalidade diz da extensão que se estabelece entre o bem estar e o sofrimento ocupacional do corpo, ela também denota que a terapia, por ser ocupacional, é fonte indubitável de bem estar e sofrimento ocupacional. Daí a arte e ciência contida na terapia ocupacional; uma perpétua imposição à mente do terapeuta em definir, juntamente com aquele que está entregue aos seus cuidados, em que medida o bem estar e o sofrimento ocupacional que resultam das intervenções terapêuticas são terapêuticos. De outro modo, a pergunta pode ilustrar: “Por que parte do que é terapêutico ocupacional faz emergir um sofrimento ocupacional no corpo daquele que está sendo cuidado? Que desconforto necessário é esse?” A ocupacionalidade é um conceito necessário ao diagnóstico, ao prognóstico e à terapêutica ocupacional.
Por fim, a ocupacionalidade, é a qualificação da natureza ocupacional do corpo humano. É uma gradação de qualificação do referido corpo ocupacional cuja extensão oscila entre a possibilidade e a impossibilidade de ocupar e entre a liberdade pré-ocupacional deempenhar necessidades e desejos e as restrições materiais, sociais e culturais que se interpõem ao des-empenho do empenho pré-ocupacional.
Neste final de ano e para o início do próximo desejo que a mais satisfatória ocupacionalidade seja alcançada pelas terapêuticas ocupacionais lançadas em favor da cura, do cuidado, do aprimoramento, da felicidade do corpo ocupacional de nossos clientes.
Mario Battisti
sábado, 3 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Debatendo na Comissão dos Direitos Pessoa Deficiente da Câmara dos Deputados a Classificação Internacional de Funcionalidades e Incapacidades em Saúde
Fala da Deputada Mara Gabrili
Discutindo e formulando crítica à forma como o INSS
vem tratando o tema
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
sábado, 13 de junho de 2015
Apaes participam da capacitação sobre a CIF, no Centro Mineiro de Tecnologia Assistiva, em Pará de Minas
A Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais (FEAPAES-MG) realizou nesta segunda-feira (8), na Unidade Aberta e Integrada (UAITEC), polo no qual se localiza o Centro Mineiro de Tecnologia Assistiva, em Pará de Minas, a capacitação com o tema “Introdução a CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade por meio software facilitador da sua aplicação e incorporação”.
O palestrante, responsável pelo desenvolvimento do software é o Dr. Mário Cesar Guimarães Battisti, da empresa Performance Educacional.
Com esse software é possível emitir relatórios e avaliações baseados na CIF, apresentando um diagnóstico e acompanhamento clínico dos pacientes.
De acordo com o presidente da Feapaes-MG, Eduardo Barbosa, o software poderá ser uma ferramenta que simplifique o diagnóstico multidimensional aplicado nas Apaes”.
Aproximadamente 40 pessoas participaram da capacitação.
Fonte: Assessoria de Comunicação Feapaes-MG
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
MATRÍCULAS ABERTAS 2015 - TURMAS SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL
posfacis.to@gmail.com
Início
Fevereiro de 2015
Horário
Das 9:00 às 18:00h.
Local
FACIS
Rua Dona Inácia Uchôa, 399 - Vila Mariana
São Paulo/SP
Tel: 11 5085-3141
Investimento
18 parcelas de R$ 325,00
Início
Fevereiro de 2015
Horário
Das 9:00 às 18:00h.
Local
FACIS
Rua Dona Inácia Uchôa, 399 - Vila Mariana
São Paulo/SP
Tel: 11 5085-3141
Investimento
18 parcelas de R$ 325,00
COMPROMISSOS OCUPACIONAIS - pra início de conversa
Falar sobre compromissos ocupacionais é o mesmo que dizer das
necessidades das pessoas. Os compromissos decorrem das necessidades do corpo
ocupacional cuja natureza é secundária, pois deriva da natureza primeira e
funcional precursora, no ser humano, da condição ocupacional. Esses
compromissos têm origem nas necessidades físicas, são modeladas pela
consciência e mediadas pelo contexto social respectivamente: o imediatamente
dado (o corpo em si) a potência que permite novos corpos no mesmo corpo e, por
fim, o poder de mediar as diversas camadas da natureza ocupacional.
O corpo ocupacional é unidade sintética da vida e a razão primeira e
última (motivo e consequência) dos compromissos ocupacionais. Ele se manifesta
como a síntese de duas de suas dimensões, a dimensão pré-ocupação e a
dimensão
ocupação, que são respectivamente: o empenho e o desempenho. Ambas
caminham num contínuo de tensão da projeção à plasmação, da vontade em atos.
Os compromissos ocupacionais podem ser p. ex.: possíveis, mas indesejáveis; desejáveis, mas não
realizáveis; necessários, mas impossíveis; proibidos, mas desejáveis etc. Eles
se nos apresentam em frequente tensão e como possibilidades, obrigações,
deveres, necessidades e desejos relacionados. Dessa forma, a vontade move-se e
é movida pela força das obrigações,
desejos, necessidades e possibilidades contidas nos compromissos ocupacionais.
O nível de satisfação ou insatisfação com o resultado concreto da ação
humana (o bem ou o mal materialmente falando) tem origem na síntese das duas
dimensões do corpo ocupacional. A busca pela satisfação é um fenômeno que
acompanha todo o curso da síntese, ou seja, do empenho ao desempenho. Assim, de
forma resumida, ocorre um empenho, uma penhora e a ela se segue a busca pela
satisfação. Trata-se da recuperação, por meio do desempenho, da coisa
empenhada, daí a razão do prefixo de negação “des” contido no termo desempenho; o desempenho é o resgate de um
investimento, é a recuperação na forma de satisfação do que foi empenhado.
Dependendo do grau de satisfação, o processo de síntese pode ser fonte
sofrimento ou prazer. O conjunto dos desempenhos (resgates) ocorridos na
história ocupacional e a expectativa (a coisa empenhada) determinarão o grau da
variação entre dor e prazer.
Para ilustrar a amplitude da variação acima referida tomemos como
exemplo duas situações extremas de dor:
Suponha-se algum compromisso ocupacional não confesso cujo projeto de ser foi sufocado por cipoais de medo ou
de vergonha e no qual sequer se alcançou o instante do desempenho. Neste caso,
frustrou-se a descarga da força
contida na coisa empenhada
(penhorada), isto é, o desempenho acabou frustrado e a força empenhada não saiu
da dimensão
pré-ocupação. Quais as consequências? Bem! Caso a força da coisa empenhada
encontre, num outro instante, alguma outra forma de dispersão, ela deixará a
preocupação ou alcançará uma redução na preocupação. Contudo! No caso da não
dispersão e, ainda, de refluxos sucessivos da coisa empenhada à preocupação, decorrerá uma forma de sofrimento;
um sofrimento pré-ocupacional. A coisa empenha restará aprisionada, lá onde
mora o imaginário do algo empenhado,
mas não realizado e os fantasmas do “porque”: Por que não fiz? Por que não
posso? Por que não quero? Por que não consigo? Por que devo? Por que não devo?
Por que não sou?
Qualquer coisa que frustre o desempenho, que não permita o resgate da
energia empenhada, que impeça de modo persistente que o desempenho exista como dimensão
de recuperação do corpo ocupacional projetado (pré-ocupado) será fonte de um
sofrimento pré-ocupacional. Nesse formato, é a impossibilidade perpétua de
realizar-se no seu próprio corpo ocupacional; o não conhecimento ou
reconhecimento em si da dimensão do desempenho; da busca de
satisfação; que em si encontra-se a
satisfação.
Por outro lado, quando o desempenho é desprovido de coisa empenhada,
não há, via de consequência, o que resgatar e, dessa forma, não há des-empenho.
Esta condição de fazer algo desprovido de propósito é a aparição do sofrimento
ocupacional no seu extremo. O desempenho sem a coisa empenhada é qualquer outra
coisa que não desempenho. Trata-se da desnaturação do corpo ocupacional.
Na primeira situação tem-se o empenho, mas frustra-se o desempenho, o
resgate da coisa empenhada. Ela fica
aprisionada no emaranhado da pré-ocupação, pois reflui sucessivamente para ela;
o recalque do corpo ocupacional. Na segunda o desempenho não é frustrado, ele
sequer existe, pois não há empenho; é a desnaturação do corpo ocupacional. A
atividade desprovida da coisa empenhada pode até ser funcional, mas, por certo,
não é ocupacional.
A profissão historicamente se deteve na redução extrema da dimensão
ocupação do corpo ocupacional e, dessa forma, em muitos contextos, se
reduziu a uma espécie de “terapia não verbal” onde os terapeutas estavam
obrigados a “obrigar” aqueles que estão sob seu cuidado a fazer alguma coisa.
Talvez a caricatura abaixo explique o efeito deletério que tem a indevida “obrigação de fazer o outro fazer” na amálgama
de nossa identidade; um véu de obscuridade.
Alguém diz: “Gente! Gente! Chegou
um Terapeuta Ocupacional! E o coro exclama: Opa!!! Agora esses pacientes vão fazer alguma coisa!”
Não gostamos disso! Mas o véu da “obrigação
de fazer o outro fazer” está tão impregnado na identidade da Terapia
Ocupacional que quando alguém, que não um terapeuta ocupacional, se vale de uma
atividade qualquer para “beneficiar”,
de alguma forma, uma pessoa, um intenso sentimento de injustiça emerge. Uma de
nossas mais importantes contradições! Não gostamos disto, mas é nosso!
Vivemos um momento em que outras orientações profissionais, não sabendo
como aparentar produtividade concreta, dão as costas aos seus paradigmas e
vestem-se dos paramentos da liturgia “da
obrigação de fazer o outro fazer”
Uma nova práxis clínica, um novo ciclo virtuoso demanda o que denomino,
de modo provisório, por incapacidade momentânea de formular um termo mais
exato, de uma abordagem dialógica
sintética da coisa empenhada e do seu des-empenho. Trata-se de uma abordagem eminentemente
verbal, produtiva e capaz de desvelar os compromissos ocupacionais das pessoas
e as dificuldades para colocá-los em curso.
O fato de estabelecer essa dialógica sintética tematizada em
compromissos ocupacionais há de refletir na nossa capacidade de cura (cuidar, adaptar, desenvolver). O
desempenho ocupacional, como se sabe, se define como aquilo que se dá na vida
real das pessoas e não no setting
terapêutico. As atividades materiais, nem sempre necessárias, que se realizam
na clínica da terapia ocupacional são técnicas de ensaio para a vida real, são
imitações da vida em ambiente controlado cujo objetivo é, sobretudo, contribuir
para uma maior certeza de que, quando no cotidiano, a pessoa saberá resgatar,
por meio do seu desempenho, o que ela empenhou.
Há que se manter uma distância cuidadosa da “primordial” e habitual
pergunta: “o que você quer fazer?” juntamente com as listas (cardápios)
de atividades que têm origem na “obrigação de
fazer o outro fazer”. Esses dispositivos dissimulam a obrigação de fazer (o
tratamento moral), ludibriam o corpo ocupacional com a suposição de que as
pessoas escolheram o que estão fazendo, driblam e alienam as reais vontades
(compromissos) e driblam os observadores menos analíticos.
No lugar do “novo tratamento
moral” = “o que você quer fazer?”, roga-se a inscrição (o registro) na
carne (no corpo) de uma nova Ética Ocupacional onde a abordagem dialógica possa
suscitar: “em quais compromissos ocupacionais você está empenhado? Pois aí está
penhorada uma parcela importante de sua vida? Em quais compromissos você não
coloca mais empenho? (fé, esperança, crença, valor)” [...]
“Como você espera desempenhar os seus compromissos ocupacionais?” [...] “Qual
sua dificuldade para passar do empenho ao desempenho?” E outras tantas!
Há uma parte invisível, contudo material naquilo que as pessoas
realizam. Quando perguntamos: O que foi ou será empenhado? A resposta envolverá
muitas coisas – memórias, intenções, sonhos, crenças, imaginários, fantasias,
afetos, esquemas corporais [...] E o que foi des-empenhado? Tudo isto! E mais!
A vida como ela é para si; suas dores
e seus prazeres!
Em que estamos empenhados? Com o que estamos compromissados? Somos
capazes? Seremos capazes? Como ficaremos se não pudermos? O que faremos se não
conseguirmos?
De qualquer forma! Um des-empenho satisfatório em 2015.
Mario
Battisti
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Curso - CIF e Desempenho Ocupacional - ICF (International Classification of Functioning disability and health) and Occupational Performance
using desb - software that facilitates the use and learning of CIF
Das 8:00 às 12:00 e das 13:00 às 16:30
Rua da Consolação, 346 - São Paulo Capital
Valor R$ 100,00
domingo, 6 de julho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Bonecas para Crianças Downs
A mãe de Hannah, Connie Feda, em seguida, começou a olhar para os bonecos desenhados com características da síndrome de Down, mas ela estava descontente com as opções já existentes no mercado, sentindo que não eram reflexões adequadas. Ela decidiu criar uma boneca para as crianças, como Hannah para brincar. "Como a mãe de 6 filhos, eu estava acostumado a malabarismo," Feda disse ao The Huffington Post via e-mail.
Feda chamou os Dolls projeto para Downs. Como ela explica no Facebook, a sua missão é a de "representar as crianças com deficiência em uma luz honesto, favorável e dar às crianças com deficiência um amigo para a vida." Com a ajuda do escultor Karen Scott, terapeutas ocupacionais e outros pais de crianças com síndrome de Down, Feda foi capaz de criar bonecas que refletem fisicamente o que sua filha e outras crianças vêem no espelho.
"Minha coisa favorita é a mão. Olhe para eles, eles são tão bonito e rechonchudo, "Feda disse WPXI.
terça-feira, 17 de junho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
CIF - Aplicativo Desb - ICF - Desb Applicative
Deputada Mara Gabrilli Com o Dr. Wander Villalba e o Dr. Mário César Battisti que vieram apresentar um software como ferramenta para aplicação e uso da CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
PÓS-GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL
TURMAS DE
SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL CONFIRMADAS
INÍCIO 22/02/2014
FAÇA A SUA MATRÍCULA
SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL CONFIRMADAS
INÍCIO 22/02/2014
FAÇA A SUA MATRÍCULA
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
CBTO - 2013
Não tão comportado como na foto - o privilégio e a honra de homenagear a profissão e os colegas no CBTO - Santa Catarina.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
DESb
CIF
A Aplicação Online permite:
- Utilização da CIF - pesquisa e estudo
- Avaliação - qualificação em vários níveis.
- Elaboração automática do Relatório de Funcionalidade do Paciente e a possibilidade de impressão
DESb é
uma ferramenta online que minimiza as dificuldades sem colocar em risco qualidade
da avaliação.
A Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é
um sistema de classificação que procura, ao nível individual ou coletivo,
descrever, medir ou classificar a funcionalidade e a incapacidade associadas a
uma condição de saúde e pode ser utilizada de forma transversal em diferentes
áreas tais como: educação, segurança social, emprego, economia, desenvolvimento
de políticas e de legislação em geral e alterações ambientais.
Encontrar
uma forma mais fácil de treinar e utilizar a CIF vem sendo o desafio de vários
países para a sua implantação. A CIF é uma classificação cuja aplicação –
qualificação - depende da compreensão de suas convenções e diferentes análises.
A
ferramenta online, além de tornar mais ágil e fácil o manejo da CIF, é um
instrumento que oferece segurança executiva ao usuário, uma vez que o usuário
trabalha em concordância com as diretivas da OMS.
O
Relatório de Funcionalidade do Paciente, que pode ser impresso ao final da
qualificação dos componentes, é um relatório descritivo e fiel à classificação
alfanumérica. Nele é possível identificar a convenção eleita pelo usuário e,
quando necessário, reconhecer as correlações e inter-relações entre os
componentes (equivalências e nexos causais entre Funções do Corpo e Estruturas
do Corpo).
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