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- SAÚDE MENTAL - PÓS-GRADUAÇÃO - EM TERAPIA OCUPACIONAL PARA TERAPEUTAS OCUPACIONAIS
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
MATRÍCULAS ABERTAS 2015 - TURMAS SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL
posfacis.to@gmail.com
Início
Fevereiro de 2015
Horário
Das 9:00 às 18:00h.
Local
FACIS
Rua Dona Inácia Uchôa, 399 - Vila Mariana
São Paulo/SP
Tel: 11 5085-3141
Investimento
18 parcelas de R$ 325,00
Início
Fevereiro de 2015
Horário
Das 9:00 às 18:00h.
Local
FACIS
Rua Dona Inácia Uchôa, 399 - Vila Mariana
São Paulo/SP
Tel: 11 5085-3141
Investimento
18 parcelas de R$ 325,00
COMPROMISSOS OCUPACIONAIS - pra início de conversa
Falar sobre compromissos ocupacionais é o mesmo que dizer das
necessidades das pessoas. Os compromissos decorrem das necessidades do corpo
ocupacional cuja natureza é secundária, pois deriva da natureza primeira e
funcional precursora, no ser humano, da condição ocupacional. Esses
compromissos têm origem nas necessidades físicas, são modeladas pela
consciência e mediadas pelo contexto social respectivamente: o imediatamente
dado (o corpo em si) a potência que permite novos corpos no mesmo corpo e, por
fim, o poder de mediar as diversas camadas da natureza ocupacional.
O corpo ocupacional é unidade sintética da vida e a razão primeira e
última (motivo e consequência) dos compromissos ocupacionais. Ele se manifesta
como a síntese de duas de suas dimensões, a dimensão pré-ocupação e a
dimensão
ocupação, que são respectivamente: o empenho e o desempenho. Ambas
caminham num contínuo de tensão da projeção à plasmação, da vontade em atos.
Os compromissos ocupacionais podem ser p. ex.: possíveis, mas indesejáveis; desejáveis, mas não
realizáveis; necessários, mas impossíveis; proibidos, mas desejáveis etc. Eles
se nos apresentam em frequente tensão e como possibilidades, obrigações,
deveres, necessidades e desejos relacionados. Dessa forma, a vontade move-se e
é movida pela força das obrigações,
desejos, necessidades e possibilidades contidas nos compromissos ocupacionais.
O nível de satisfação ou insatisfação com o resultado concreto da ação
humana (o bem ou o mal materialmente falando) tem origem na síntese das duas
dimensões do corpo ocupacional. A busca pela satisfação é um fenômeno que
acompanha todo o curso da síntese, ou seja, do empenho ao desempenho. Assim, de
forma resumida, ocorre um empenho, uma penhora e a ela se segue a busca pela
satisfação. Trata-se da recuperação, por meio do desempenho, da coisa
empenhada, daí a razão do prefixo de negação “des” contido no termo desempenho; o desempenho é o resgate de um
investimento, é a recuperação na forma de satisfação do que foi empenhado.
Dependendo do grau de satisfação, o processo de síntese pode ser fonte
sofrimento ou prazer. O conjunto dos desempenhos (resgates) ocorridos na
história ocupacional e a expectativa (a coisa empenhada) determinarão o grau da
variação entre dor e prazer.
Para ilustrar a amplitude da variação acima referida tomemos como
exemplo duas situações extremas de dor:
Suponha-se algum compromisso ocupacional não confesso cujo projeto de ser foi sufocado por cipoais de medo ou
de vergonha e no qual sequer se alcançou o instante do desempenho. Neste caso,
frustrou-se a descarga da força
contida na coisa empenhada
(penhorada), isto é, o desempenho acabou frustrado e a força empenhada não saiu
da dimensão
pré-ocupação. Quais as consequências? Bem! Caso a força da coisa empenhada
encontre, num outro instante, alguma outra forma de dispersão, ela deixará a
preocupação ou alcançará uma redução na preocupação. Contudo! No caso da não
dispersão e, ainda, de refluxos sucessivos da coisa empenhada à preocupação, decorrerá uma forma de sofrimento;
um sofrimento pré-ocupacional. A coisa empenha restará aprisionada, lá onde
mora o imaginário do algo empenhado,
mas não realizado e os fantasmas do “porque”: Por que não fiz? Por que não
posso? Por que não quero? Por que não consigo? Por que devo? Por que não devo?
Por que não sou?
Qualquer coisa que frustre o desempenho, que não permita o resgate da
energia empenhada, que impeça de modo persistente que o desempenho exista como dimensão
de recuperação do corpo ocupacional projetado (pré-ocupado) será fonte de um
sofrimento pré-ocupacional. Nesse formato, é a impossibilidade perpétua de
realizar-se no seu próprio corpo ocupacional; o não conhecimento ou
reconhecimento em si da dimensão do desempenho; da busca de
satisfação; que em si encontra-se a
satisfação.
Por outro lado, quando o desempenho é desprovido de coisa empenhada,
não há, via de consequência, o que resgatar e, dessa forma, não há des-empenho.
Esta condição de fazer algo desprovido de propósito é a aparição do sofrimento
ocupacional no seu extremo. O desempenho sem a coisa empenhada é qualquer outra
coisa que não desempenho. Trata-se da desnaturação do corpo ocupacional.
Na primeira situação tem-se o empenho, mas frustra-se o desempenho, o
resgate da coisa empenhada. Ela fica
aprisionada no emaranhado da pré-ocupação, pois reflui sucessivamente para ela;
o recalque do corpo ocupacional. Na segunda o desempenho não é frustrado, ele
sequer existe, pois não há empenho; é a desnaturação do corpo ocupacional. A
atividade desprovida da coisa empenhada pode até ser funcional, mas, por certo,
não é ocupacional.
A profissão historicamente se deteve na redução extrema da dimensão
ocupação do corpo ocupacional e, dessa forma, em muitos contextos, se
reduziu a uma espécie de “terapia não verbal” onde os terapeutas estavam
obrigados a “obrigar” aqueles que estão sob seu cuidado a fazer alguma coisa.
Talvez a caricatura abaixo explique o efeito deletério que tem a indevida “obrigação de fazer o outro fazer” na amálgama
de nossa identidade; um véu de obscuridade.
Alguém diz: “Gente! Gente! Chegou
um Terapeuta Ocupacional! E o coro exclama: Opa!!! Agora esses pacientes vão fazer alguma coisa!”
Não gostamos disso! Mas o véu da “obrigação
de fazer o outro fazer” está tão impregnado na identidade da Terapia
Ocupacional que quando alguém, que não um terapeuta ocupacional, se vale de uma
atividade qualquer para “beneficiar”,
de alguma forma, uma pessoa, um intenso sentimento de injustiça emerge. Uma de
nossas mais importantes contradições! Não gostamos disto, mas é nosso!
Vivemos um momento em que outras orientações profissionais, não sabendo
como aparentar produtividade concreta, dão as costas aos seus paradigmas e
vestem-se dos paramentos da liturgia “da
obrigação de fazer o outro fazer”
Uma nova práxis clínica, um novo ciclo virtuoso demanda o que denomino,
de modo provisório, por incapacidade momentânea de formular um termo mais
exato, de uma abordagem dialógica
sintética da coisa empenhada e do seu des-empenho. Trata-se de uma abordagem eminentemente
verbal, produtiva e capaz de desvelar os compromissos ocupacionais das pessoas
e as dificuldades para colocá-los em curso.
O fato de estabelecer essa dialógica sintética tematizada em
compromissos ocupacionais há de refletir na nossa capacidade de cura (cuidar, adaptar, desenvolver). O
desempenho ocupacional, como se sabe, se define como aquilo que se dá na vida
real das pessoas e não no setting
terapêutico. As atividades materiais, nem sempre necessárias, que se realizam
na clínica da terapia ocupacional são técnicas de ensaio para a vida real, são
imitações da vida em ambiente controlado cujo objetivo é, sobretudo, contribuir
para uma maior certeza de que, quando no cotidiano, a pessoa saberá resgatar,
por meio do seu desempenho, o que ela empenhou.
Há que se manter uma distância cuidadosa da “primordial” e habitual
pergunta: “o que você quer fazer?” juntamente com as listas (cardápios)
de atividades que têm origem na “obrigação de
fazer o outro fazer”. Esses dispositivos dissimulam a obrigação de fazer (o
tratamento moral), ludibriam o corpo ocupacional com a suposição de que as
pessoas escolheram o que estão fazendo, driblam e alienam as reais vontades
(compromissos) e driblam os observadores menos analíticos.
No lugar do “novo tratamento
moral” = “o que você quer fazer?”, roga-se a inscrição (o registro) na
carne (no corpo) de uma nova Ética Ocupacional onde a abordagem dialógica possa
suscitar: “em quais compromissos ocupacionais você está empenhado? Pois aí está
penhorada uma parcela importante de sua vida? Em quais compromissos você não
coloca mais empenho? (fé, esperança, crença, valor)” [...]
“Como você espera desempenhar os seus compromissos ocupacionais?” [...] “Qual
sua dificuldade para passar do empenho ao desempenho?” E outras tantas!
Há uma parte invisível, contudo material naquilo que as pessoas
realizam. Quando perguntamos: O que foi ou será empenhado? A resposta envolverá
muitas coisas – memórias, intenções, sonhos, crenças, imaginários, fantasias,
afetos, esquemas corporais [...] E o que foi des-empenhado? Tudo isto! E mais!
A vida como ela é para si; suas dores
e seus prazeres!
Em que estamos empenhados? Com o que estamos compromissados? Somos
capazes? Seremos capazes? Como ficaremos se não pudermos? O que faremos se não
conseguirmos?
De qualquer forma! Um des-empenho satisfatório em 2015.
Mario
Battisti
terça-feira, 14 de outubro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Curso - CIF e Desempenho Ocupacional - ICF (International Classification of Functioning disability and health) and Occupational Performance
using desb - software that facilitates the use and learning of CIF
Das 8:00 às 12:00 e das 13:00 às 16:30
Rua da Consolação, 346 - São Paulo Capital
Valor R$ 100,00
domingo, 6 de julho de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Bonecas para Crianças Downs
A mãe de Hannah, Connie Feda, em seguida, começou a olhar para os bonecos desenhados com características da síndrome de Down, mas ela estava descontente com as opções já existentes no mercado, sentindo que não eram reflexões adequadas. Ela decidiu criar uma boneca para as crianças, como Hannah para brincar. "Como a mãe de 6 filhos, eu estava acostumado a malabarismo," Feda disse ao The Huffington Post via e-mail.
Feda chamou os Dolls projeto para Downs. Como ela explica no Facebook, a sua missão é a de "representar as crianças com deficiência em uma luz honesto, favorável e dar às crianças com deficiência um amigo para a vida." Com a ajuda do escultor Karen Scott, terapeutas ocupacionais e outros pais de crianças com síndrome de Down, Feda foi capaz de criar bonecas que refletem fisicamente o que sua filha e outras crianças vêem no espelho.
"Minha coisa favorita é a mão. Olhe para eles, eles são tão bonito e rechonchudo, "Feda disse WPXI.
terça-feira, 17 de junho de 2014
sábado, 14 de junho de 2014
quinta-feira, 12 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quinta-feira, 17 de abril de 2014
CIF - Aplicativo Desb - ICF - Desb Applicative
Deputada Mara Gabrilli Com o Dr. Wander Villalba e o Dr. Mário César Battisti que vieram apresentar um software como ferramenta para aplicação e uso da CIF - Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
PÓS-GRADUAÇÃO EM TERAPIA OCUPACIONAL
TURMAS DE
SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL CONFIRMADAS
INÍCIO 22/02/2014
FAÇA A SUA MATRÍCULA
SAÚDE MENTAL E SAÚDE FUNCIONAL CONFIRMADAS
INÍCIO 22/02/2014
FAÇA A SUA MATRÍCULA
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
CBTO - 2013
Não tão comportado como na foto - o privilégio e a honra de homenagear a profissão e os colegas no CBTO - Santa Catarina.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
DESb
CIF
A Aplicação Online permite:
- Utilização da CIF - pesquisa e estudo
- Avaliação - qualificação em vários níveis.
- Elaboração automática do Relatório de Funcionalidade do Paciente e a possibilidade de impressão
DESb é
uma ferramenta online que minimiza as dificuldades sem colocar em risco qualidade
da avaliação.
A Classificação
Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) é
um sistema de classificação que procura, ao nível individual ou coletivo,
descrever, medir ou classificar a funcionalidade e a incapacidade associadas a
uma condição de saúde e pode ser utilizada de forma transversal em diferentes
áreas tais como: educação, segurança social, emprego, economia, desenvolvimento
de políticas e de legislação em geral e alterações ambientais.
Encontrar
uma forma mais fácil de treinar e utilizar a CIF vem sendo o desafio de vários
países para a sua implantação. A CIF é uma classificação cuja aplicação –
qualificação - depende da compreensão de suas convenções e diferentes análises.
A
ferramenta online, além de tornar mais ágil e fácil o manejo da CIF, é um
instrumento que oferece segurança executiva ao usuário, uma vez que o usuário
trabalha em concordância com as diretivas da OMS.
O
Relatório de Funcionalidade do Paciente, que pode ser impresso ao final da
qualificação dos componentes, é um relatório descritivo e fiel à classificação
alfanumérica. Nele é possível identificar a convenção eleita pelo usuário e,
quando necessário, reconhecer as correlações e inter-relações entre os
componentes (equivalências e nexos causais entre Funções do Corpo e Estruturas
do Corpo).
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Código de Honra
Código
de Honra
Uma
regra – “uma estrela que cai”
Prescrita
pelo princípio da solidariedade (obrigação
comunitária - “obligatio in
solidum”) a regra proibia:
Aceitar,
cargo, função ou emprego cuja vaga decorreu da demissão de um colega que estava
lutando para preservar os legítimos interesses da profissão.
Isto
é:
Um
colega luta pelos legítimos interesses da profissão e por conta dessa luta (uma
luta por todos) ele é demitido. Outrora! Em respeito, em contrapartida ao seu
esforço por nós, nenhum de nós, por regra, poderia ocupar o seu lugar.
Cai
a regra!
E
o princípio?
Antes
a vaga materializava a nossa solidariedade!
E
agora! Como materializá-la?
Mario
Battisti
terça-feira, 28 de maio de 2013
domingo, 24 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
CURSO CIF
CIF - DESEMPENHO OCUPACIONAL E PAPÉIS OCUPACIONAIS
ESTAMOS FAZENDO PRÉ-INSCRIÇÃO PARA O CURSO
SOLICITE A SUA FICHA DE PRÉ-INSCRIÇÃO
PELO E-MAIL to.posfacis@gmail.com
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Anatomia Patológica - Caricatura do Corpo Doente
O corpo doente é o discurso
singular de um drama pessoal, que se configura num declínio da condição de saúde,
mas, por outro lado, é o discurso da esperança de fazê-lo, o próprio corpo,
regressar à condição de saúde (o sintoma da doença é a ambiguidade do discurso
corporal). Nesta direção, a esperança do corpo doente é poder realizar a remissão,
isto é, poder dirigir ou redirecionar o discurso para as outras dimensões da
vida; afastado e afastando-se da dor. Esta afirmação permite, então, refletir e desvelar o sentido mais amplo do conceito de remissão da doença. De outro modo, o corpo doente é
aquele subtraído, pelo sofrimento, das múltiplas faces de seu modo ocupacional
de ser e a sua caricatura, a anatomia patológica, é a sua versão sem voz, sem discurso
(corporeidade).
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
DICAS
A ONDA

ASSISTA O TRAILER LEGENDADO DO FILME
PASSAGENS DO TEMPO (LIVRO)
MAURO MALDONATO
“ Uma viagem pelo conceito de tempo, permeada por
desafios e questionamentos, na tentativa de refletir sobre este instigante e
intangível enigma.”
PASSAGENS DO TEMPO (LIVRO)
MAURO MALDONATO
“ Uma viagem pelo conceito de tempo, permeada por
desafios e questionamentos, na tentativa de refletir sobre este instigante e
intangível enigma.”
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
GRAÇA E PAZ
domingo, 2 de dezembro de 2012
A Anatomia do Corpo Ocupacional - Occupational body
Ainda que a Classificação Internacional de Funcionalidades represente
um avanço na descrição dos estados de saúde e dos relacionados à saúde, uma boa
parte de seu conteúdo orienta o usuário para uma espécie de anatomia funcional[1]
que empurra o projeto de descrever a situação real de vida para longe de sua pretensão
última que é observar a totalidade da pessoa.
Há uma dificuldade natural de integrar, por exemplo, a fisiologia, a
psicologia, a anatomia e os aspectos sociais e culturais contidos na vida ativa
e participativa. Trata-se de um projeto que pode ter como resultado a descrição
de Frankensteins, isto é, o
projeto CIF, sem o devido cuidado, pode acabar por descrever uma espécie de ser
funcional que sofre com a falta de experiências produtivas de indeterminação (Quem
sou eu? O que estou fazendo?), ou melhor, de individualidade (singularidade).
De outro modo, o resultado é um corpo funcional “desalmado” sem a graça da vida.
O poeta Vladimir
Maiakóvski no seu poema intitulado ADULTO versa, a meu ver, sobre como é, ou
pelo menos deveria ser, uma anatomia do corpo
ocupacional. Diz ele no trecho que segue:
“Entrai com
vossas paixões! Galgai-me com vossos amores!
Doravante não
sou mais dono de meu coração!
Nos demais - eu
sei, qualquer um o sabe!
O coração tem
domicílio no peito.
Comigo a
anatomia ficou louca.
Sou todo coração
- em todas as partes palpita.”
Um
corpo que embora seja funcional está para além da função; um corpo que embora seja funcional está para além da classificação... ...um corpo ocupacional - a anatomia do desejo.
Mario Battisti
Mario Battisti
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Narrativa e Terapia Ocupacional
Na Terapia
Ocupacional o sentido da Ocupação se desenha, ao mesmo tempo, como “fazer algo”
e “existir/permanecer em algo”. Fazer coisas, permanecer nelas e no mundo
expressam a incessante busca do ser em oferecer propósito e significado à sua experiência
cotidiana; à sua existência.
Essa
afirmação, contudo, diz de um sujeito epistemológico; um sujeito teórico
(paradigma). O sujeito epistemológico é um referencial teórico, ele é o
expediente científico por meio do qual balizamos a nossa prática clínica. Ele
possibilita a explicação (papel da ciência) dos fenômenos próprios da humanidade.
Portanto, ele é o sujeito unívoco, isto é, no qual restam reduzidos os demais
(os outros todos). Ao contrário, a pessoa que se socorre do cuidado do
Terapeuta Ocupacional é o sujeito equívoco, isto é, a pessoa prenhe de
incertezas, imprecisões e de buscas particulares. Trata-se de um ser na
constante e laboriosa construção de sua própria história; sua própria narrativa
ocupacional.
O sujeito
epistemológico orienta a condução do cuidado da pessoa, mas a pessoa não pode
ser confundida com esse sujeito epistemológico. De outro modo, pode-se dizer de
uma “anatomia ocupacional”, isto é, de uma ciência que se vale de um sujeito
ficcional para articular o conhecimento sobre a ocupação humana e guiar os raciocínios
clínicos, mas não é dele que se trata/cuida. O perigo reside em tomar a pessoa
pela ficção e cair na tentação de cuidar do sujeito epistemológico projetado na
pessoa humana. O sujeito epistemológico não é possuidor de uma narrativa, ele é
desprovido das imprecisões da equivocidade do sujeito real.
Na clínica
centrada no cliente há uma excepcional supremacia da pessoa sobre o sujeito epistemológico,
uma vez que na repriorização do setting
terapêutico ocupacional tem-se a aparição da narrativa ocupacional. Daí a
importância da ciência explicativa que tem origem na clínica compreensiva.
Ele fez [...]
ele permaneceu [...] ele disse [...] houve vazio de fazer [...] um trecho da vida
[...] álbum de fotos [...]
Mario
Battisti
sábado, 13 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O corpo é ocupacional para satisfazer-se com a busca de satisfação
Senão! Poeticamente
vêm as perguntas – “As mãos! Ora para que as mãos? Qual o seu sentido? Qual a razão
para tanta sensibilidade? Para que movimentos tão refinados? Mãos! Ora para que
mãos tão articuladas e repletas de tantas possibilidades se para elas o destino,
a finalidade já não estivesse traçada, se já não houvesse uma prescrição
natural para essa tão avançada tecnologia. As mãos humanas estão a serviço da
intenção de ser e permanecer no palco existencial.
Assim, da
mesma forma, cada parcialidade do corpo humano articulada numa totalidade, que
é mais que a soma das partes desse corpo, representa essa necessidade
primordial de ser e permanecer. De outro modo, pode-se afirmar que os verbos ser e permanecer, que denotam um sujeito de estado, reclamam, para a
manutenção dessas condições (estados), verbos do tipo fazer, isto é, pegar,
agarrar, soltar etc. Portanto, o sujeito
do fazer realiza o sujeito de estado
e quando ambos recaem sobre a mesma pessoa tem-se a aparição do sujeito reflexivo.
O corpo
(substantivo = substância) ocupacional (adjetivo = atributo) é um conceito
sintetizador desse contrato natural entre o existente e o mundo das coisas. O
corpo é funcional para salvar-se e ocupacional para além da salvação
(transcende a salvação), para uma envergadura existencial mais ampla que a que
reside nas funções, isto é, o corpo é ocupacional (contém atributo) para
exercitar o seu sentido de ser; satisfazer-se com a busca de satisfação.
Mario Battisti
Mario Battisti
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
O Contrato Ocupacional do Corpo Humano
O corpo humano é constituído de partes e funções que anunciam o seu contrato com o mundo da vida. Trata-se de um processo de constante aperfeiçoamento, numa longa linha de tempo, denominado de humanidade; um modo de ser no mundo. O corpo representa a nossa autenticidade em face da vida, uma vez que a vida só existe do ponto de vista do existente; um corpo vivo e capaz de observar e interagir com as coisas.
Um dos contratos mais importantes que as partes e as funções do corpo têm com o mundo da vida é o contrato ocupacional. Esse contrato significa, sobretudo, o compromisso ou a promessa do corpo para com a transformação do seu entorno. Nosso corpo já está preparado para pegar, pular, agarrar, etc, bem como já está preparado para recepcionar e perceber as coisas que o cercam (dispostas conforme a sua análise).
Seria algo parecido com nas brincadeiras da infância: Um, dois, três e já... O já representa – já estar preparado – já estar lançado – valendo - o imprescindível presente onde a ocupação acontece e a preocupação é projeto (antecipação de esquemas).
Todavia, esse contrato ocupacional pode estar sendo parcialmente cumprido, isto é, a promessa de que o corpo é capaz de ver, ouvir ou agarrar algum objeto, por exemplo, pode não estar ocorrendo (acontecendo) por conta de lacunas causadas pela condição de saúde.
De outra forma, o contrato ocupacional com a vida é a conjuntura de esquemas corporais cognitivos, psicomotores, musculoesqueléticos, afetivos e psicossociais para a realização do sentido humano da vida (a graça). Quando esses esquemas corporais sofrem alguma forma de desarranjo (desnaturação – perda de sua natureza – quebra da promessa contratual com a vida) abrem-se lacunas que precisam ser preenchidas para que haja uma reaproximação (rearranjo) do corpo com a sua natureza e graça (o sentido da vida).
A Terapia Ocupacional é uma forma de cuidado do humano capaz de recrear conjunturas de esquemas corporais que preencham essas lacunas e restabeleçam a autenticidade do corpo, mesmo que essa autenticidade seja recuperada por meios artificiais. Contudo, uma vez que o artificial é integrado ao conjunto de esquemas que cumprem a promessa ocupacional em face do mundo da vida, eles se tornam corpo (incorporados); naturais.
Para cumprir a sua promessa, a Terapia Ocupacional deve se elevar da ciência e encontrar a arte; a arte que imita e dá sentido à vida (a graça). Essa arte que mobiliza meios para integrar o nosso cotidiano à natureza humana que nos caracteriza; a arte de ser Terapeuta Ocupacional.
Mario Battisti
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
domingo, 2 de outubro de 2011
CURSO DE CIF E DESEMPENHO OCUPACIONAL EM SÃO JOSÉ DE RIO PRETO
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Saúde Mental - razão ou desrazão?

Saúde Mental – segundo a
Organização Mundial de Saúde é mais que a ausência de doença, uma vez que a
saúde mental somente é alcançada, mesmo que parcialmente, com a presença dos
determinantes das boas condições de saúde. Esses determinantes podem ser
definidos, em apertada síntese, como aqueles bens econômicos e sócio-culturais
que formam as várias dimensões do capital amealhado pela humanidade. Mas, além
disso, saúde mental diz da possibilidade da convivência com a estranheza, ou
melhor, de uma capacidade social de convivência com a estranheza o que
significa, sobretudo, a capacidade de dar um sentido, um significado social
para ela; que não seja apenas um objeto de dominação e satisfação mórbida do
cogito de poucos.
A História da Loucura na Idade Clássica, de Foucault, escrito há 50
anos, retrata exatamente esse esvaziamento de significado da loucura, ou seja,
em face da incapacidade de se conceber a estranheza como parte da razão humana,
movido pelo modelo cartesiano (penso logo sou!), todo aquele que não se
manifesta por meio da razão (do método) não pode ser conhecido no meio social,
uma vez que ele representa claramente a desrazão. Dessa forma, se ele não
pensa, dentro dos parâmetros estabelecidos, logo ele não existe.
A loucura e a estranheza no
percurso histórico da humanidade, até o alvorecer do iluminismo e o Discurso do
Método, se justificavam, se assentavam em valores muitas vezes sobrenaturais e,
dessa maneira, a referida estranheza era sobrevalorizada e tinha seu lugar no
universo social.
O iluminismo embora, de um lado
tenha reintroduzido a centralidade do ser humano para o pensamento e com isto
impulsionado a ciência, por outro, no que diz respeito à loucura, esvaziou-a de
qualquer significado, de qualquer valor humano. Lançou os “loucos” às trevas, à
escuridão. O louco de outrora carregado de poder sobrenatural e, portanto
respeitado de alguma forma, agora não existe, não é ninguém, restou definido
como doente e foi segregado para viabilizar o nascimento de uma ciência (a
ciência do alienista).
Desde então, a ciência que criou
e ao mesmo tempo nasceu das trevas de outros seres humanos, não conseguiu dar um
sentido social à loucura e tão pouco concebê-la como propriedade da condição
humana. Ora! Se ela é própria da condição humana ele pode e deve existir,
todavia, dar um sentido à loucura é aceitar a desrazão como forma de existir
contraria frontalmente o paradigma publicado em 1637 por Descartes.
Há muito a loucura dramática e
espetacular foi subtraída dos loucos, sua aparição pública (cenas) foram
proibidas; censuradas. Todavia, foram transferidas a outros personagens e
passaram a viver nas extravagâncias excêntricas dos chamados gênios das artes e
da ciência e mais recentemente, por exemplo, nas práticas de esportes radicais
e no comportamento de inúmeras celebridades.
Neles a loucura recebe todos os adjetivos que, de uma maneira ou outra,
outorgam sentido ás suas vidas. Aos verdadeiros loucos restou a loucura
crítica, aquela que, sem um meio termo, reduz e condena ao isolamento.
Fato é que, ainda hoje, em que
pese a vontade de uma parcela da sociedade de inscrever na carne uma nova ética
ocupacional da loucura, as orientações ofertadas nos equipamentos de atenção
psicossocial reforçam e reproduzem o esvaziamento de significado criado há
séculos, ou seja, se um familiar expressa uma visão sobrenatural em face do
espetáculo monumental que a loucura provoca, ele é estimulado, por vários “iluministas”
contemporâneos, a visá-lo como doente, portador da insuperável desrazão; ausência de sentido e desesperança.
sábado, 25 de junho de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
REFLEXÃO
Terapia Ocupacional
A inscrição coletiva na carne da Ética Ocupacional do Cuidado.
A luta insana pela positivação de normas vem consumindo inúmeros ciclos de energia e se transmutando numa espécie de ilusão fugidiça (ilusion no sentido de Bourdeiu); uma perpétua frustração. A insanidade reside na dissociação e no desgaste resultante da formulação de inúmeras regras de um jogo, sem, contudo, participar, sequer um dia do dia a dia, do tempo em que o jogo se manifesta como tal (factual – situação real de vida). É o simulacro da conquista, da demarcação de um campo, de um território desorientado e denunciado pela ausência do dia, do tempo... ...Um dia!!! , Eis a promessa vã da norma positivada e afastada da inscrição coletiva na carne da ética ocupacional do cuidado.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
CANTANDO COM AS MÃOS
Com a mesma maestria do filme acima a Profª Ms. Danielle dos S. Cutrim Garros transfere os seus conhecimentos e competências às colegas da Pós em Saúde Funcional.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
PALESTRA - SÃO CARLOS
A convite da querida amiga - professora Iracema Ferrigno - referencial de competência na clínica e na docência - estive na UFSCAR com os alunos do último período da Terapia Ocupacional. Conversamos sobre o papel dos Conselhos de Fiscalização Profissional, sobre os avanços históricos da Terapia Ocupacional e, por fim, sobre as perspectivas da profissão. Gostaria de agradecer publicamente a maneira generosa e acolhedora com que fui recebido pela professora e sua turma maravilhosa (2010). terça-feira, 26 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
PL 7647 Regulamentação da Terapia Ocupacional
Entrevista com o Deputado Milton Monti sobre o PL que Regulamenta a Terapia Ocupacional
Fonte Rádio Câmara
Fonte Rádio Câmara
terça-feira, 21 de setembro de 2010
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